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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Civilização anasazi

Os Anasazi eram um antigo povo indígena norte americano que viveu onde hoje fica o Four Corners, nos Estados Unidos, cerca de 1.200 a.C. A sua civilização deixou vários monumentos litúrgicos em diferentes locais, dos quais dois destes foram classificados como patrimônio mundial pela UNESCO. Os restos encontrados mostram um conhecimento de cerâmica, tecelagem e irrigação. Além disso faziam observações dos movimentos solares e usavam símbolos que, até o momento, não foram decifrados. Considera-se que os atuais descendentes dos índios Anasazi são os índios pueblo (como os Zuni e os Hopis) mas não se sabe ao certo se realmente existe continuidade étnica entre estes povos e os anasazi ou apenas continuidade geográfica.

Etimologia
A civilização dos Anasazi desapareceu completamente antes da chegada dos europeus à América. Não se sabe, já que não existem provas escritas, como se auto-intitulavam os anasazi e a sua conexão étnica com povos modernos é alvo de discussões. De fato o nome anasazi é apenas o nome que os navajos contemporâneos dão ao antigo povo construtor de cidades. A palavra anasazi significa «os antigos»ou « os antigos inimigos» em língua navaja. Os índios hopi usam a palavra a Hisatsinom já que consideram a palavra anasazi desrespeitosa. Por último, os historiadores sob a designação anasazi agrupam algumas culturas similares que residiram na mesma zona como os hohokam, los mogollon e os pataya, que desapareceram todas antes do

Fontes
Existem diversas fontes para reconstruir a existência do anasazi:
  • Os relatos tradicionais dos povos ameríndios, transmitidos oralmente. O artesanato e as crenças dos descendentes dos anasazi permitem formular uma série de sérias hipóteses.
  • O testemunho dos conquistadores espanhóis que exploraram a região a partir do século XVI. A expedição mais importante foi a de Francisco Vásquez de Coronado, que procurava a cidade do ouro de Cíbola. As crónicas e cartas enviadas pelos exploradores são uma importante fonte de informações, se forem avaliadas com cuidado.
  • Nos finais do século XIX, os agricultores Charley Mason e os irmãos Wheterill descobriram importantes locais anasazi. As escavações começaram realmente com o sueco Gustav Nordenskjöld. O clima árido da região permitiu uma boa conservação de milhares de objetos em fibra vegetal (lanças de madeira, flechas de cana, tecidos de algodão) ou animal (tendões, peles). Vários esqueletos têm sido estudados por antropólogos, que apresentaram dados sobre a saúde, a alimentação e a morfologia dos anasazi.
O seu desaparecimento está relacionado com a lenda do pássaro de fogo, o qual se acredita que as suas aparições coincidiam com certas datas de alinhamento estelar.

História misteriosa dos anasaz
A história dos anasazi continua um mistério devido à ausência de provas escritas. No entanto, através da arqueologia, é-nos permitido estabelecer uma data cronológica aproximada. A região sudoeste dos EUA foi ocupada por povos de tradição Sohara (5500 a.C - século IV). Os Basketmakers (cesteiros) ocuparam as áreas montanhosas e semi-áridas, pouco antes da época cristã. Os anasazis sucederam os cesteiros no século VIII. A progressiva mudança da caça para a agricultura e a conseqüente fixação permanente fez emergir uma nova cultura chamada de Pueblos referindo-se às povoações construídas com tijolos pelos anasazi de Mesa Verde nas falésias dos grandes desfiladeiros do Colorado. O inicio desta nova cultura (período Pueblo I, 700-900) é caraterizada por pequenas casas solitárias de algodão. O período Pueblo II (900-1100) marca o auge da cultura anasazi, é assinalado por um enriquecimento de ornamentos. O período Pueblo III (1100-1300) marca o declínio da cultura e a ocupação da Mesa Verde por novas aldeias primitivas. A partir do ano 1300, os anasazis refugiaram-se no vale do Rio Grande e no centro do Arizona. Deixam-se de encontrar vestígios dos anasazi pouco antes da chegada dos espanhóis. As razões desse êxodo não são conhecidas. Contudo existem diversas hipóteses como: mudanças climáticas que ameaçavam as culturas, o aumento da população, problemas políticos ou talvez guerra. No entanto dada a ausência de documentos escritos e da limitação do conhecimento atual não é possível provar nenhuma dessas hipóteses.

Cultura anasazi
Os arqueólogos encontraram vestígios da cultura anasazi em quatro estados dos Estados Unidos da América (Utah, Colorado, Arizona e Novo México). Apesar das grandes paisagens, as condições naturais não são as melhores para a sobrevivência humana. Esta zona é marcada pela aridez que torna grande parte desta desértica ou semidesértica. Os principais rios que atravessam estas terras são o Rio Grande e o Rio Colorado. A latitude é outra penalidade: os Invernos são frios e a neve pode cobrir todo o solo. A diferença de temperatura entre o Verão e o Inverno é bastante considerável. A leste, as Montanhas Rochosas atingem os 4000 metros de altitude. A área da cultura anasazi estende-se pelos planaltos do Colorado, atravessada por rios e riachos. A geologia da região é bastante complexa e oferece todos os tipos de materiais desde arenito a rocha vulcânica. A flora e a fauna dependem da altitude, da aridez e da natureza do sedimento. No entanto os anasazi sabiam como usar os recursos naturais da região e ao mesmo tempo respeitar o equilíbrio natural. Recoletavam folhas de mandioca, dominavam a técnica da irrigação e importavam os recursos que não existiam na região.

Culturas vizinhas
Os anasazi tinham contacto com outras culturas vizinhas próximas (ver mapa) como os hohokam e os mogollon. Estes são as culturas vizinhas dos anasazi mais populares. Compartilham várias características, a tal ponto que os cientistas os agrupam sobre a mesma categoria, como a irrigação, a caça, a construção de povoações em adobe, tijolo ou pedra, a cerâmica decorada e as relações comerciais com a Mesoamérica. Contudo diferem noutros aspetos pois os hohokam cremavam os seus mortos e os mogollon eram sobretudo caçadores.

Povoações
Graças à arqueologia conhecem-se várias casas e povoações anasazi. As casas mais antigas eram muito modestas, pequenas casas primitivas mas suficientemente grandes para alojar uma família. Tinham bases pouco profundas. O teto era feito com terra e galhos. Com o crescimento demográfico as famílias são agrupadas em aldeias. Este feito demonstra uma organização coletiva mais ou menos consciente do espaço. A partir do século X, estas aldeias alojavam várias centenas de pessoas. Situavam-se em planaltos como o Cañón Chaco (950-1100) ou abrigados sob os penhascos de Mesa Verde (1100-1300). Os anasazi escolhiam lugares de difícil acesso para se instalarem. Várias povoações foram construidas debaixo de penhascos, no século XIII. Algumas escavações foram feitas nas paredes de gigantescos desfiladeiros. Os povoados, devido à sua orientação, estão protegidos da chuva e neve no Inverno e do calor no Verão. Ainda servia de proteção natural contra ataques inimigos. Contudo as povoações situavam-se longe dos campos de cultivo sendo pouco acessível aos seus habitantes. Ainda permanece um mistério o porquê dos anasazi terem construído as suas casas num local tão remoto. As paredes das casas eram feitas com uma espécie de adobe aplicadas a uma grade de madeira e eram chamadas de jacal no México. As construções melhor conservadas tinham uma estrutura de pedra unida por argamassa. Também sabiam cozer o tijolo. Em várias aldeias, nalgumas casas encontram-se vestígios de pintura decorativa sobre um revestimento de gesso, argila ou diretamente sobre o adobe. O telhado era coberto por camadas de argila e ramos. As casas inicialmente possuíam um só nível mas podiam elevar-se em mais dois níveis. Várias salas retangulares no rés-do-chão eram reservadas para armazenamento de alimentos. A vida quotidiana realizava-se sobretudo nos terraços das casas. Nestes povoados, os arqueólogos têm-se interessado sobretudo pelas plaza e pelas kivas. As kivas, inicialmente reservadas para o descanso, acabaram por ser usadas para cerimônias religiosas.

Agricultura e alimentação
Os anasazi, agricultores sedentários, cultivavam campos situados nas proximidades das suas casas. Produziam milho, feijão, abóbora e tabaco. Todas estas plantas são nativas da Mesoamérica e foram fundamentais na história das civilizações pré-colombianas. Os campos estavam localizados em planaltos que podiam atingir os 2000 metros acima do nível do mar. Em altitudes mais elevadas as condições seriam demasiado duras para a agricultura. As suas ferramentas agrícolas eram feitas de pedra e madeira (enxadas, pás) pois os anasazi não dominavam as técnicas metalúrgicas. Por outro lado, este povo adaptou progressivamente técnicas de irrigação provenientes do México, quer extraindo a água dos rios, quer de reservatórios de água da chuva. Construíram pequenas barragens, canais e reservatórios que provam uma organização comunitária. Uma parte da colheita era armazenada em casas para ser usada em períodos de falta de comida. Secavam o milho e a abóbora e armazenavam-nos. Usavam pinhões, extraindo-os das pinhas aquecendo-as, em bolos ou comiam-nos diretamente. As sementes de girassol, uma vez sem a casca, eram armazenadas em jarras. Os cereais armazenavam-se em recipientes fechados para protegê-los dos roedores e insetos. No século V começaram a fazer peças de cerâmica decoradas com linhas ou pontos. Posteriormente o desenho foi-se desenvolvendo com representações de animais e de ser humanos. As cores usadas nas cerâmicas diferem de região para região: preto e branco no Colorado, preto e vermelho no Arizona, vermelho e camurça no Utah. A cerâmica acabou por evoluir de tal modo que acabou por ficar ricamente decorada com padrões. Apesar de se terem tornado sedentários, os ameríndios do sudoeste americano nunca abandonaram completamente a caça-recoletora praticada pelos seus antepassados. Pinhões, bagas, frutos silvestres e figos completavam a dieta destes povos. A caça era feita nas "mesas" (bisontes, veados, antílopes) ou nas montanhas (veados e muflões). Capturavam animais menores (coelhos, esquilos e pássaros) com redes de mandioca.

Arquitetura
Em algum dia, algum anasazi estava morrendo de calor, e como os sombreros foram nacionalizados pelos astecas e estavam em falta em Las Vegas, enquanto pensava numa solução ele viu um tatu entrando num buraco cavucado na terra, o anasazi não teve dúvidas, chamou seu povo para esculpir cidades inteiras na rocha.

Artesanato e comércio
Os anasazi teciam algodão para fazerem mantas e camisas e usavam outras fibras vegetais (yucca) e peles ou couros para as roupas. Usavam sandálias e sapatos, estes provavelmente adaptados aos meses de Inverno.
Usavam jóias mas não muito elaboradas como colares, brincos e pulseiras, usavam escovas e pentes de madeira, osso ou coral ou de pedras preciosas como a turquesa. Também se encontraram instrumentos musicais como flautas feitas de osso.
Os anasazi importavam conchas da Califórnia, pérolas de cobre e papagaios do México. Os comerciantes utilizavam uma vasta rede de trilhos mas não tinham rotas de comércio definidas como o os Incas. E, ainda por cima, os rios da região não eram navegáveis.
Pueblo Bonito em Chaco Canyon, foi confirmado como o grande centro comercial dos Anasazi. A região é atravessada por um grande número de caminhos que ligam uma centena de aldeias. Os Anasazi não tinham um sistema monetário, por isso usavam o sistema de troca direta.
Na sua vida quotidiana, os Anasazi usavam ​​diferentes objetos, atualmente muitos deles estão expostos em grandes museus americanos, como:
  • Cestas (cestas de yucca, vime e sumagre) com múltiplos usos, por exemplo, como mochila para carregar ferramentas, madeira e alimentos.
  • Objetos de cerâmica e olaria como urnas, tigelas, jarros, jarras, colheres e estatuetas.
  • Ferramentas e armas de pedra, tais como: pontas de flechas, martelos, facas de obsidiana, furadores para trabalhar o couro, machados de silimanite e de limonite.
  • Objetos para tecelagem de algodão e costura de couro (agulhas de osso).
  • Fio (por vezes feito de cabelo), cordéis e corda de yucca.
Mistério do desaparecimento dos anasazi
A história dos anasazi continua um mistério devido à ausência de provas escritas. No entanto, através da arqueologia, é-nos permitido estabelecer uma data cronológica aproximada. A região sudoeste dos EUA foi ocupada por povos de tradição Sohara (5500 a.C - século IV). Os Basketmakers (cesteiros) ocuparam as áreas montanhosas e semi-áridas, pouco antes da época cristã. Os anasazis sucederam os cesteiros no século VIII. A progressiva mudança da caça para a agricultura e a conseqüente fixação permanente fez emergir uma nova cultura chamada de Pueblos referindo-se às povoações construídas com tijolos pelos anasazi de Mesa Verde nas falésias dos grandes desfiladeiros do Colorado. O inicio desta nova cultura (período Pueblo I, 700-900) é caraterizada por pequenas casas solitárias de algodão. O período Pueblo II (900-1100) marca o auge da cultura anasazi, é assinalado por um enriquecimento de ornamentos. O período Pueblo III (1100-1300) marca o declínio da cultura e a ocupação da Mesa Verde por novas aldeias primitivas. A partir do ano 1300, os anasazis refugiaram-se no vale do Rio Grande e no centro do Arizona. Deixam-se de encontrar vestígios dos anasazi pouco antes da chegada dos espanhóis. As razões desse êxodo não são conhecidas. Contudo existem diversas hipóteses como: mudanças climáticas que ameaçavam as culturas, o aumento da população, problemas políticos ou talvez guerra. No entanto dada a ausência de documentos escritos e da limitação do conhecimento atual não é possível provar nenhuma dessas hipóteses.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Civilização Teotihuacan

Teotihuacan ou Teotihuacán, é um sítio arqueológico localizado a 40 km da Cidade do México, no México, declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1987.
Teotihuacan foi a maior cidade conhecida da época Pré-Colombiana na América e o nome Teotihuacan é também usado para referir a civilização desta cidade dominante, a qual estendeu a sua influência sobre grande parte da Meso-América.
A cidade está situada no que é hoje o município de San Juan Teotihuacán, no Estado do México, México, 40 km a nordeste da Cidade do México, ocupando uma área total de 82.66 km².

Evidências Arqueológicas
Existem evidências arqueológicas de que Teotihuacan terá sido um local multi-étnico, incluindo Zapotecas, Mixtecas, Maias e mesmo Nahuas, por exemplo. Os Totonacas sempre afirmaram que haviam sido eles a construir esta cidade, o que era corroborado pelos Astecas. Na antiguidade esta cidade foi também conhecida pelo nome Tollan, nome este também usado séculos depois para designar a capital Tolteca, Tula. Considera-se que Teotihuacan é a sede da civilização Clássica no Vale do México (o período clássico vai de 292 a.C. até ao ano 900). O primeiro povoado data do ano 600 a.C. Foi um povoamento estratégico com acesso ao rico sistema lacustre do Vale do México, a nascentes de água próximas e numerosas, ao vale de Puebla e à costa de Veracruz. Nas imediações abundavam a obsidiana e a argila, matérias-primas para os seus utensílios.
Todos os diferentes povos que ocuparam as terras mexicanas eram oriundos do norte do continente americano. Alguns deles ficaram por aí, continuando as suas tradições de nómadas. Os que chegaram às terras mais a sul, as terras do México, tornaram-se sedentários e evoluíram em direção a um sistema cultural que teve o seu apogeu na civilização de Teotihuacan. Aqueles povos ergueram no meio da planície, montes de terra sem muros de retenção. Crê-se que estes montes foram murados por civilizações mais avançadas até à formação das pirâmides. O padre franciscano Bernardino Sahagún, chegado ao México em 1529 recolheu da boca dos nobres astecas muitas lendas e muita da história dos seus antepassados. É o padre Sahagún quem conta que ali se enterravam os principais senhores em túmulos de terra. Esses nobres eram canonizados como deuses e não morriam mas despertavam de um sonho e convertiam-se em espíritos ou deuses. Para os astecas tratava-se de um local lendário e acreditavam firmemente que aí havia sido criado o Quinto Sol, ou Quinto Mundo, ou época atual.

A expansão
Os historiadores concluíram que os fundadores desta civilização faziam parte de um povo do qual não se tem qualquer conhecimento. Estão certos de que não foram nem os olmecas nem os toltecas. Sabe-se, a partir dos dados obtidos a partir de escavações, que o mais antigo de Teotihuacan é anterior à cultura Tolteca. Aquela civilização organizava a sua religião por confrarias. Nos primeiros séculos da nossa era, Teotihuacan passou a ser um estado imperialista que se expandiu grandemente para lá das suas fronteiras. Durante o seu apogeu influenciou muito povos vizinhos e inspirou outras culturas tendo ainda legado conhecimentos científicos e culturais às sociedades posteriores. Por esta razão, é frequente encontrar por todo o território mexicano rastros e evidências desta cultura.
A expansão do império de Teotihuacan foi conseguida, não pelas armas, mas pelo uso sábio do comércio e da religião. Quando a cidade se tornou grande e poderosa, as casas passaram a ser edifícios de pedra substituindo cabanas de madeira e palha. A classe governante, a aristocracia, vivia num bairro rodeado por uma muralha, construído nas proximidades do que atualmente se designa por calçada dos Mortos. Os seus palácios eram ricamente decorados com pinturas murais onde se encontravam representadas figuras de determinados animais, deuses e outros personagens religiosos. O resto da população vivia em construções tipo apartamento de um só piso em que chegavam a juntar-se entre 60 a 100 indivíduos. A certa altura existiriam cerca de 2000 construções deste tipo. No centro tinham um pátio e um ou dois templo.

A cidade e a sociedade
  A partir sua configuração atual pode deduzir-se que o trabalho de planificação foi cuidadoso. Destacam-se quatro zonas ou eixos principais. De norte a sul estende-se a avenida principal, a calçada dos mortos. Recentemente foi descoberto, perpendicular a aquela, um outro eixo, constituído por dois arruamentos que atravessam a cidadela e que não são atualmente visíveis. Foram designadas pelos arqueólogos de Avenida Este e Avenida Oeste.A cidade era claramente dividida em bairros e centro cerimonial religioso, onde se podiam encontrar os edifícios de atividades administrativas e os grandes palácios, para além dos templos e grandes pirâmides.
Os sacerdotes tinham um papel muito destacado no que tocava à religião e administração. Os arquitetos e os artistas eram alvo de elevada consideração e possuíam oficinas especializadas. No que toca ao corpo militar desta sociedade conhece-se muito pouco. Sabe-se que não se tratava de uma sociedade militarista ainda que na época final apareceram, mais frequentemente, representações de militares nas pinturas murais.

Os monumentos

 

A Calçada dos Mortos
Conhecida também como a "Rua dos Mortos", foi o verdadeiro eixo central da cidade, bem como o seu centro cerimonial. Encontrava-se flanqueada pelas maiores construções de toda a América Central. A organização urbana desta grande cidade influenciou grandemente toda a América Central.
Esta avenida tem o seu início no recinto da pirâmide da Lua e termina num recinto a que os espanhóis do século XVI chamaram Cidadela. O seu comprimento é de 4 km, com uma largura total de 45 m. Está orientada 15º 30' a oriente do norte astronômico, como aliás ocorre com quase todas as construções aqui encontradas. Ao longo da rua encontram-se os edifícios mais importantes que albergavam templos, palácios e casas de personagens importantes. Além destes, também as duas grandes pirâmides, a Casa dos Sacerdotes, o palácio de Quetzalpapalotl (borboleta quetzal), o palácio dos Jaguares, a estrutura dos Caracóis emplumados, o templo de Quetzalcóatl, a cidadela e muitas outras edificações que no seu tempo eram de grande beleza, se situam junto a esta avenida. Num dos aposentos foram encontrados pisos construídos com duas camadas de mica com 6 cm de espessura, mais tarde cobertas com pavimento de tezontle.

As grandes pirâmides
Os seus núcleos estão feitos de adobe. Posteriormente foram revestidas com estuque e pedra, tendo sido acrescentado um friso adornado por relevos com motivos geométricos. Foram construídas como base para um templo que se situava na plataforma. Os conquistadores espanhóis, no século XVI, ainda chegaram a ver os ídolos do Sol e da Lua. Segundo eles, eram feitos de pedra coberta de ouro e o ídolo do Sol tinha uma cavidade no peito na qual se podia ver uma imagem do astro feita de fino ouro. Ainda segundo eles, eram também visíveis plataformas de mais de 2000 pirâmides secundárias, todas situadas ao redor das duas mais importantes, do Sol e da Lua.

Pirâmide do Sol
A Pirâmide do Sol é a maior das pirâmides da cidade de Teotihuacan, a segunda maior de todo o México e a terceira maior do mundo.
Construída no século II d.C., está no lado leste da Avenida dos Mortos, na metade norte da cidade, que é considerada o centro de Teotihuacan. Ela está voltada para o oeste de modo que no solstício de verão, o sol se põe exatamente na sua frente. Tem 225 metros de lado, 65 metros de altura e é a estrutura mais volumosa da cidade, com 2,5 milhões de toneladas de material.
A pirâmide é composta de cinco plataformas dispostas em degraus e uma escadaria cerimonial que conduz ao topo, onde existia um templo feito de madeira – utilizado para realizar sacrifícios e oferendas aos deuses – que foi destruído juntamente com a parte mais alta da pirâmide. Ela é feita de pedregulhos com o núcleo de adobes de terra e lama, recobertos de pedra e revestido de estuque pintado. Durante o auge de Teotihuacan, as pirâmides eram pintadas de vermelho brilhante e se destacavam na paisagem.
Estudos e escavações levados a cabo em 1971, conduziram à descoberta de uma grande caverna sob a estrutura da Pirâmide do Sol. A partir da caverna existem quatro portas dispostas como pétalas de flor, que levam a outras salas. O acesso à caverna é feito através de um poço com 7 m de altura situado junto às escadas na base da pirâmide.
Essa caverna é, na verdade, um túnel natural elaborado e alargado por antigas correntes de lava, devido a região onde Teotihuacan está localizada, sobre uma bacia natural numa extensa região de vulcões 

A Pirâmide da Lua Ainda que menor que a pirâmide do Sol, os seus vértices encontram-se à mesma cota, pois está construída em terreno mais elevado. Tem uma altura de 45 m. Junto a esta pirâmide foi encontrada uma estátua chamada deusa da Agricultura, que os arqueólogos acreditam ser da época Tolteca primitiva.Esta pirâmide situa-se bastante perto da pirâmide do Sol, fechando o lado norte do recinto da cidade. Desde a sua esplanada inicia-se o percurso pelo eixo principal, a Calçada dos Mortos.

A Cidadela
Situa-se no topo sul da calçada dos Mortos. Foi assim denominada pelos conquistadores espanhóis do século XVI, que julgavam que este espaço retangular era uma instalação militar. É constituída por um pátio com casas à sua volta, onde se supõe que viviam os sacerdotes e os governantes. No seu lado este encontra-se o templo de Quetzalcóatl.

Palácio de Quetzalpapálotl
Também designado da Borboleta Quetzal ou Borboleta emplumada. Situado a oeste da praça da pirâmide da Lua. Trata-se provavelmente do edifício mais luxuoso e um dos mais importantes da cidade. Terá sido a residência de um personagem notável e influente. Encontra-se amplamente decorado com murais muito bem preservados, sobretudo no que toca à cor vermelha que era a cor preferida desta civilização. As zonas baixas do edifício conservam a cor original. Tem um pátio, chamado pátio dos pilares; estes estão decorados com belos baixos-relevos. No centro pode ver-se a representação do deus Quetzalpapalotl com os símbolos que o relacionam com a água. Este palácio constitui um bom exemplo do que deveria ser a decoração teotihuacana.

Palácio dos Jaguares
Igualmente situado no lado oeste da praça da pirâmide da Lua. Em ambos lados da porta da entrada vêem-se duas imagens de felinos bastante grandes, com as cabeças emplumadas; com as patas sustentam uma concha de caracol, através da qual parecem soprar, como se de um instrumento musical se tratasse. No dorso e na cauda são visíveis incrustações de conchas do mar. Na bordadura da parte superior do mural podem ver-se os símbolos do deus da chuva e num glifo vêem-se, como decoração, plumas que representam o ano solar teotihuacano.

Edifício dos caracóis emplumados
Trata-se da estrutura mais antiga de todas as que formam a cidade de Teotihuacan. O acesso é feito por um túnel situado por baixo do Palácio de Quetzalpapálotl. Parece ter pertencido a um templo ricamente decorado. Podem ver-se ali imagens simbólicas de instrumentos musicais em forma de caracol, com boquilhas e elegantes plumas. Na parte inferior da estrutura há uma plataforma profusamente decorada com um grande número de aves que se pensa serem papagaios. Destes brota água em abundância. Segundo os arqueólogos é um dos templos mais formosos da zona.

O templo de Quetzalcóatl
Encontra-se a uma certa distância das pirâmides, na calçada dos Mortos, tendo sido descoberto em 1920. Encontrava-se até então sob uma pirâmide de paredes lisas, sem qualquer decoração.
Ao descobrir Teotihuacan, os toltecas adoptaram a cidade como sua e como cidade santa. Passaram a enterrar ali os seus grandes senhores, tendo sido por eles construído este templo. Foi mandado construir pelo rei Mitl (770- 829). Quando foi descoberto, veio à luz a sua decoração de mosaicos de pedras, as cabeças e símbolos divinos do deus Tláloc (o deus da chuva e senhor do trovão e divindade do vale do México) e do deus Quetzalcóatl (a estrela da manhã, a serpente emplumada, gênio nacional). Este último deus seria adoptado pelos astecas, que acreditaram vê-lo na figura de Hernán Cortés.
Encontrava-se também no templo um artefato muito antigo em forma de , razão pela qual nos tempos anteriores à conquista espanhola este templo era conhecido como o templo da rã. Conhece-se este fato graças à descrição feita nas suas crónicas por uma personagem muito erudita de finais de 1600 chamado Ixtlilxochitl, cultíssimo descendente dos reis de Texcoco.
Segundo ele, A rã do templo construído pelo rei Mitl em Teotihuacan, era de esmeralda, tendo sido encontrada pelos espanhóis, que deram boa conta dela. Efetivamente, a rã era um animal associado aos deuses da água; há mesmo especialistas que asseguram que Tláloc representa este animal. Os toltecas consideravam-na a deusa da água. As rãs anunciavam as chuvas. Em algumas festividades ofereciam estes pequenos animais aos deuses, depois de assados. Os mazatecas comiam as rãs e cobras vivas durante a celebração de uma festividade chamada atamalcualiztli.
Na crônica referida, Ixtlilxóchiltl acrescenta que numa montanha a este de Texcoco, chamada monte de Tláloc, havia uma grande estátua deste deus, talhada em lava de cor branca. Trata-se da estátua descoberta no século XX e que atualmente se encontra na entrada do Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, pesando 300 toneladas. Este templo é de um gosto e cultura muito diferentes da dos monumentos primitivos de Teotihuacan.

As máscaras
 Teotihuacan é a cidade dos deuses e também a cidade dos mortos, aqueles que passam a ser teutl, isto é, heróis divinizados. Por estas razões, ao enterrar aqui pessoas notáveis, supunha-se que estas tinham categoria suficiente para converter-se em teutl; mas para que assim fosse era necessário que fizessem a passagem levando consigo uma máscara, pois os deuses nunca mostram a sua cara, cobrindo-a com uma máscara. Por este motivo os grandes senhores enterrados em Teotihuacan foram sempre providos de máscaras, podendo assim aceder a uma existência heróica além-túmulo.
Em todas as necrópoles pré-cortesianas foram encontradas, sobre os cadáveres, máscaras de vários tipos e de grande tamanho, nunca menor que o tamanho natural de uma cara. Para os povos índios do sudoeste dos Estados Unidos, falar de máscaras era falar de deuses. Na cultura grega da antiguidade também se utilizavam máscaras no teatro, quando a representação se convertia em ato religioso. Para os povos orientais, a máscara sempre teve um poder mágico. Mesmo no teatro italiano do Renascimento os personagens protagonistas por excelência, Pierrot e Arlequim, usavam máscara, como representação mais divina que humana, enquanto que os outros personagens (Colombina, Polichinelo), não a usavam.
No entanto, as máscaras de Teotihuacan são de uma beleza excepcional. Nunca reproduzem os traços especiais de cada indivíduo mas sim os traços gerais de cada povo. As suas linhas são corretas e mostram o retrato físico e espiritual de uma estirpe. Em Teotihuacan foram capazes de talhar estas máscaras em pedras duríssimas e de grande qualidade, escolhidas cuidadosamente de acordo com a sua cor natural e iridescências apresentadas. As máscaras que haviam sido feitas de pedra menos dura e de pior qualidade foram posteriormente estucadas e pintadas. Outras eram revestidas de mosaicos de turquesas, coral e obsidiana.


Fontes:


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Civilizacao Toltecas

Os toltecas foram um povo pré-colombiano mesoamericano que dominaram grande parte do México central entre os séculos X e XII. A antiga capital tolteca revela pistas sobre as crenças e comportamento de seus habitantes. Com o aparecimento dos chichimecas, povo bárbaro que deu origem posteriormente ao Império Asteca, provocou a queda do Império Tolteca. Eles invadiram Tula, no século XII, dominando-a por completo.
Os sinais de guerras e de conflitos podem ser percebidos nas ruínas de monumentos e construções. Os toltecas que sobreviveram à ira dos inimigos fugiram para outras regiões do México. Deixaram para trás um império notável que introduziu na América o calendário, a escrita e o trabalho em metal.

Arquitetura e escultura
Não há dúvida de que os toltecas trouxe grandes mudanças nos padrões arquitetônicos que existiam na América Central no século IX, um deles é o uso de esculturas antropomórficas que segurou a cabeça no teto de um quarto, conseguindo assim um grande espaço interior, como pode ser visto no templo de Tlahuixcalpantecuhtli Alba.Se O Senhor dos Tula hospedados estimado em cerca de 30 000 habitantes que viviam em um complexo grande história plana com telhados de pedra e basicamente terra e adobe acabado. Excluindo a área cerimonial, o design das áreas residenciais de Tula refletir um mapa da rede que definam claramente os diferentes bairros.
Dos elementos arquitetônicos mais importantes B é a pirâmide com o chamado "Atlantis", os valores de 4,60 m de altura e que uma vez sustentou o telhado de um templo. De acordo com a investigação destes atlantes eram decoradas com penas e mosaicos de jóias. Traços de tinta indica que eles provavelmente eram pintados para representar os toltecas-Chichimeca guerreiro Mixcoatl (pai de Quetzalcoatl) ou a estrela da manhã "deus Tlahuixcalpantecuhtli", mas construiu-shaped colunas também serpente emplumada, a cabeça no chão e cauda para cima, mantendo o limite de que fazia parte da entrada da sala grande.
Internamente possuía três diferentes tipos de conjuntos habitacionais, residências, unidades residenciais e residências palacianas.

Arte e Entretenimento
O império tolteca e líderes criaram uma mística inigualável nas mentes do povo da América Central. Os líderes toltecas eram considerados como sendo ao lado de divindades. Mais tarde, as culturas, muitas vezes eles reverenciado e copiado suas lendas, arte, edifícios e religião. Muitos futuros governantes de outras culturas, incluindo líderes maias e astecas imperadores, alegou ser descendente dos toltecas.
Os toltecas ostentou a bola do jogo jogado por muitos familiar culturas da América central e pode ter sacrificado dos perdedores. Toltecas são conhecidos por sua forma um tanto grosseiro da arquitetura, uma forma que mais tarde iria inspirar os construtores astecas. Arte tolteca é caracterizada por paredes cobertas com cobras e caveiras, imagens de uma onça-Mool reclinado Chak (vermelho), e as estátuas colossais dos Atlantes, homens esculpidos em grandes colunas.

Religião
Religião no Império Tolteca foi dominada por dois grandes orixás. O primeiro, Quetzalcoatl, é mostrado como uma serpente emplumada. Esta divindade de aprendizagem, cultura, filosofia, fertilidade, santidade e gentileza foi absorvida a partir de culturas anteriores na área. Seu rival era Tezcatlipoca, o espelho fumado, conhecido por sua natureza guerreira e da tirania.
O maior governante dos toltecas era Ce Acatl Topiltzin que era famoso por ser o líder e sumo sacerdote de Quetzacoatl no momento em que Tula eo Império foram estabelecidas. Segundo a lenda toltecas, os seguidores de Tezatlipoca levou Topiltzin e os seguidores de Quetzalcoatl fora da cidade em torno de 1000 AD. Eles fugiram para o sul, onde eles foram capazes de derrotar a Maya na cidade de Chichen Itza, e levá-la para os seus próprios. Uma torção no lenda Topiltzin interessante é que ele prometeu voltar para Tula do leste em um dos seus anos sagrado e ter sua vingança. Esta lenda viveu até o fim do tempo dos astecas, que atribuiu a chegada dos espanhóis como o retorno do Topiltzin, um evento que temiam grandemente.

Organização Sociopolítica
Durante seu reinado, desenvolveram-se a economia, a religião, as artes e a organização sociopolítica. Não foi possível, no entanto, erradicar o culto a Tezcatlipoca, deus ao qual eram oferecidos sacrifícios humanos. Seus seguidores, em permanente choque com os representantes do culto oficial, acabaram por se impor e, no final do século X, expulsaram Ce Acatl da cidade. Os vencidos seguiram para Yucatán e se estabeleceram em Chichén Itzá e Mayapán, centros da florescente cultura maia-tolteca.
Instalou-se em Tula, definitivamente, um governo militarista, em substituição ao antigo poder sacerdotal. As inúmeras representações de guerreiros paramentados como deuses atestam seu papel como grupo social dominante. Iniciara-se, no entanto, a fase de declínio e, por volta de 1160, a cidade estava quase completamente despovoada, devido a secas, guerras e conflitos internos. A chegada dos povos bárbaros conhecidos como chichimecas -- grupo que absorveu as principais características da cultura tolteca e, mais tarde, originou o império asteca -- precipitou a queda do império. Em 1168, os toltecas abandonaram Tula, que foi tomada pelos chichimecas e acabou destruída, em guerras e conflitos políticos. Alguns grupos toltecas emigraram para as zonas lacustres do vale do México e fundaram Culhuacan, enquanto outros avançaram para o sul e ocuparam Cholula, por volta de 1290. Esses povos permaneceram na região até meados do século XIV.
O traço mais característico da organização sociopolítica tolteca foi a formação de um novo sistema teocrático, no qual as funções guerreiras se confundiam com as religiosas e as prerrogativas da casta sacerdotal passavam às mãos dos dirigentes militares, agrupados em ordens totêmicas como as do Jaguar, do Coiote e da Águia. Esta circunstância não só permitiu a criação de um poderoso exército e a conseqüente expansão do império, como marcou também o começo do militarismo na América Central.

Cultura tolteca
A cultura tolteca era muito avançada e, além de incorporar elementos da civilização de Teotihuacan, como o calendário e os sinais gráficos, dispunha de notáveis conhecimentos em astronomia e medicina. A metalurgia e a ourivesaria também se desenvolveram. Para administrar suas amplas possessões, os toltecas criaram uma eficiente burocracia e o primeiro sistema de correios da região, empregando mensageiros. As ruínas de Tula atestam a magnificência da metrópole, sendo notáveis os túmulos e os estádios para jogos com bola, de função ritual. Na estatuária, destacam-se figuras de guerreiros (entre os quais os célebres atlantes de Tula), serpentes emplumadas (que simbolizavam Quetzalcóatl), animais totêmicos e singulares figuras recostadas do deus Chac Mool.
Toda a cultura Acredita-se que subiu deixando as pirâmides de Teotihuacán, no abandono, até que foram descobertos 500 anos depois, cerca de 1000 dC, os astecas, os guerreiros que no seu tempo conquistou grande parte do México. Os astecas foram atraídos para a pirâmide e os adotou como sua. Ao contrário dos toltecas, os astecas abusaram de seu poder, não compreendendo os registros dos ensinamentos toltecas encontrados nas pirâmides. Os toltecas ensinou o ato de dar o coração aberto ao Sol enquanto que os astecas que teve a média realizados sacrifícios humanos. 

Cidade de Tula
Nesta área arqueológica estão as ruínas da civilização tolteca, que possuia avançados conhecimentos de Astronomia e Medicina. Desenhos de deuses, animais e figuras mitológicas lá estão como testemunhas silenciosas de um império que chegou ao fim.
A antiga capital dos toltecas, povo nômade que habitou o México no século IX, revela pistas importantes sobre o comportamento e as crenças de seus habitantes. A figura do deus-serpente quetzalcoatl aparece a todo instante nas construções do local. No centro da zona arqueológica, onde muitos monumentos foram restaurados, há ruínas de uma pirâmide que servia de suporte para um templo. Os atlantes, figuras humanas que carregavam construções nas costas, são encontrados em duas colunas no topo da pirâmide. Originalmente com mais de 4 metros de altura, eles sustentavam parte do telhado do templo. Há requícios em Tula de dois campos destinados a prática de jogos com bola, um hábito de vários povos pré-colombianos. Tudo indica que os Toltecas eram um povo guerreiro. Além disso, praticavam o sacrifício humano para aplacar a ira do Deus Tezcatlipoca.

Fim do Império Tolteca
Com o aparecimento dos chichimecas, povo bárbaro que deu origem posteriormente ao Império Asteca, provocou a queda do Império Tolteca. Eles ivadiram Tula, no século XII, dominando-a por completo. Os sinais de guerras e de conflitos podem ser percebidos nas ruínas de monumentos e construções. Os toltecas que sobreviveram à ira dos inimigos fugiram para outras regiões do México. Deixaram para trás um império notável que introduziu na América o calendário, a escrita e o trabalho em metal.
Localização: A 80 km da Cidade do México.



Fontes:





 

domingo, 27 de janeiro de 2013

Historia Olmeca

Olmeca é a designação dos povos e da civilização que esteve na origem da antiga cultura pré-colombiana da Mesoamérica e se desenvolveu nas regiões tropicais do centro-sul do atual México durante o pré-clássico, próximo de onde hoje estão localizados os estados mexicanos de Veracruz e Tabasco, no Istmo de Tehuantepec, numa zona designada área nuclear olmeca. A cultura olmeca floresceu nesta região aproximadamente entre 1500 e 400 a.C. e crê-se que tenha sido a civilização-mãe de todas as civilizações mesoamericanas que se desenvolveram posteriormente. No entanto, desconhece-se a sua exacta filiação étnica, ainda que existam numerosas hipóteses colocadas para tentar resolver esta questão. O etnónimo olmeca foi cunhado pelos arqueólogos do século XX, e não devem confundir-se com os muito posteriores olmecas-xicalancas que ocuparam vários locais do México central, como Cacaxtla.
 
Origem
 Apesar de ser considerada há muito a civilização-mãe de todas as culturas mesoamericanas que lhe são posteriores, não está ainda claro qual foi o processo que deu origem ao estilo artístico nem se os seus traços culturais característicos foram inicialmente desenvolvidos na Área Nuclear Olmeca (Área Olmeca). Sabe-se que pelo menos alguns desses traços podem ter aparecido inicialmente em Chiapas ou nos Vales Centrais de Oaxaca. Uma das questões que se mantém em aberto é porquê da existência de numerosos sítios olmecas na região da depressão do Balsas, em Guerrero.
Contudo, qualquer que tenha sido a origem da cultura olmeca, a rede de trocas comerciais por ela estabelecida com várias regiões da Mesoamérica fez com que a sua influência cultural se tenha estendido muito além da Área Olmeca, como indicam trabalhos de arte olmeca encontrados em Chiapas, Guerrero, Oaxaca, Vale do México e até no atual El Salvador. Entre os vestígios culturais desta influência encontram-se o culto das montanhas e das cavernas, o culto da Serpente Emplumada como deidade associada à agricultura, o simbolismo religioso do jade, além do próprio estilo artístico reelaborado nos séculos que se seguiram ao declínio dos principais centros urbanos olmecas.

Área Nuclear Olmeca 
Apesar da difusão cultural que alcançou por toda a Mesoamérica, excepto na região Ocidente, a região onde se encontraram evidências mais significativas da cultura olmeca foi a parte sul da planície costeira do golfo do México, situada entre os rios Papaloapan e Grijalva, aproximadamente a metade norte do istmo de Tehuantepec. A esta região correspondem o sul do atual estado mexicano de Veracruz e o norte do estado de Tabasco. Trata-se de uma região de clima quente e húmido.
A região é atravessada por rios caudalosos que descem desde as faldas da Sierra Madre Oriental, como os Coatzacoalcos, San Juan e Tonalá, os quais inundam as suas margens na estação húmida. Atualmente muito modificada pela ação do Homem, esta região encontrou-se em tempos coberta por floresta tropical cerrada, sendo então habitat de numerosas espécies, atualmente em extinção no território mexicano, como o jaguar, arara e quetzal, várias espécies de répteis e o tapir.
Os solos da região são ricos em húmus e de espessuras consideráveis. Em vários locais o petróleo brota à superfície por entre a vegetação. No entanto, não se encontram aqui muitos dos materiais utilizados pelos olmecas na confecção de objetos quotidianos e rituais achados nesta zona e em outras da Mesoamérica. Entre eles, encontram-se o jade, a obsidiana, a serpentina e o cinábrio.
A pedra utilizada nos seus monumentos e construções era obtida em pedreiras situadas na Sierra de los Tuxtlas de onde eram extraídos blocos de basalto e outras rochas vulcânicas. Porém, estes locais encontram-se a cerca de cem quilómetros de locais como San Lorenzo e La Venta, o que por si só dá uma ideia da organização necessária para movimentar blocos de rocha com dezenas de toneladas de peso através de solos pantanosos e sem o auxílio de animais de carga (que ue naõ possuiam).

Escrita
Os olmecas poderão ter sido a primeira civilização do hemisfério ocidental a desenvolver um sistema de escrita. Símbolos descobertos em 2002 e 2006 foram datados de 650 a.C. e 900 a.C. respectivamente, precedendo a mais antiga escrita zapoteca datada de 500 a.C..
A descoberta de 2002 no sítio arqueológico de San Andrés, em Tabasco, mostra uma ave, rolos de discurso, e glifos semelhantes aos hieroglifos maias posteriores.
Conhecida como o bloco de Cascajal, a descoberta de 2006 feita num local próximo de San Lorenzo, mostra um conjunto de 62 símbolos, 28 dos quais são únicos, gravados num bloco de serpentina. Um grande número de arqueólogos proeminentes considerou que esta descoberta será "a mais antiga escrita pré-colombiana". Outros permanecem cépticos por causa da singularidade desta pedra, que está no fato de ter sido removida de qualquer contexto arqueológico, e porque não apresenta qualquer semelhança aparente com qualquer outro sistema de escrita mesoamericano.
Existem também glifos mais tardios bem estudados conhecidos como epiolmecas, e apesar de existir quem creia que a escrita epiolmeca poderá representar um escrita de transição entre a escrita olmeca mais antiga e a escrita maia, tal conclusão não é consensual.

Bússola
A descoberta de um artefacto olmeca composto de hematite apetrechado com uma marca de mira, que se mostrou experimentalmente ser totalmente operacional como bússola, levou o astrónomo estado-unidense John Carlson, após a datação do artefato pelo método do carbono 14, a propor que "os olmecas poderão ter descoberto e utilizado a bússola (...) antes de 1000 a.C." Carlson sugere que os olmecas poderão ter usado tais aparelhos para obterem orientação direcional de habitações e enterramentos.

O calendário mesoamericano de contagem longa e a invenção do conceito de zero
 O calendário de contagem longa utilizado por muitas das civilizações mesoamericanas subsequentes, bem como o conceito de zero, poderão ter sido criados pelos olmecas. Uma vez que os seis artefatos com as mais antigas datas segundo o calendário de contagem longa foram todos descobertos fora da região maia, é provável que este calendário seja mais antigo que a civilização maia e possivelmente uma invenção olmeca. De fato, três destes artefatos foram descobertos na área nuclear olmeca. Porém, o fato de a civilização olmeca ter desaparecido cerca do século IV a.C., isto é, vários séculos antes da mais antiga data em contagem longa que se conhece, é um argumento contra a origem olmeca.
A contagem longa requeria o uso do zero no seu sistema numérico vigesimal. Um glifo com aspecto de uma concha -- -- era usado como um símbolo do zero nas datas em contagem longa, a segunda mais antiga das quais, na estela C de Tres Zapotes, contém uma data correspondente a 32 a.C.. Este glifo é uma das mais antigas utilizações do conceito de zero na História.

O Jogo de Bola Mesoamericano
Os olmecas, cujo nome significa "povo de borracha" na língua náuatle dos astecas (ver abaixo), são fortes candidatos ao título de inventores do jogo de bola mesoamericano, tão disseminado entre as culturas mesoamericanas posteriores e utilizado com propósitos recreativos e religiosos. Uma dúzia de bolas de borracha datando de 1600 a.C. foram encontradas em El Manatí, um paul sacrificial olmeca situado dez quilómetros para leste de San Lorenzo Tenochtitlán. Estas bolas precedem o mais antigo campo de jogo de bola mesoamericano que se conhece descoberto em Paso de la Amada e datando de cerca de 1400 a.C.. O fato de estas bolas terem sido encontradas juntamente com outros objetos rituais, incluindo cerâmica e machados de jadeíte, indica que mesmo nesta data tão antiga o jogo de bola possuía conotações religiosas e rituais.

Organização Social e Política
São poucos os conhecimentos obtidos de forma direta sobre as estruturas social e política da sociedade olmeca. Embora a maioria dos estudiosos assuma que as cabeças colossais e outras esculturas são representações de governantes, não existe nada semelhante às estelas maias (ver desenho), onde são referidos os nomes de governantes específicos e as datas em que governaram.
Como tal, os arqueólogos dependem dos dados que possuem, tais como os levantamentos de sítios arqueológicos feitos em várias escalas. Ocorre uma centralização considerável no interior da área nuclear olmeca, primeiro em San Lorenzo e depois em La Venta. Nenhum outro sítio da área nuclear olmeca se aproxima destes dois em termos de dimensão e qualidade da arquitetura e escultura. Por exemplo Diehl, refere-se a San Lorenzo e La Venta como "Cidades Reais e Rituais".
Esta centralização demográfica leva os arqueólogos a propor que de um modo geral a sociedade olmeca era também ela mesma altamente centralizada, com uma estrutura fortemente hierarquizada, concentrada inicialmente em San Lorenzo e mais tarde em La Venta, com uma elite capaz de utilizar o seu controlo sobre materiais como a pedra para monumentos e água para exercer a liderança e legitimar o seu regime.
Porém, duvida-se que mesmo durante os seus apogeus San Lorenzo e La Venta tenham controlado toda a área nuclear olmeca, apesar da sua dimensão. Existem algumas dúvidas, por exemplo, sobre se La Venta controlava Arroyo Sonso, situado apenas a 35 km de distância. Estudos sobre os assentamentos dos Montes Tuxtlas, a cerca de 60 km de distância, indicam que esta área era constituída de comunidades mais ou menos igualitárias fora do controlo dos centros das terras baixas.

Arte Olmeca
A arte olmeca caracteriza-se por uma grande mestria na escultura e cinzelagem, a qual não foi excedida por nenhuma outra civilização pré-colombiana. Esta mestria é visível tanto na arte colossal como na arte miniatural.
Os artistas olmecas produziam a sua arte em argila, pedra (sobretudo basalto, andesito, jade e obsidiana) e madeira e ainda na forma de pinturas rupestres. A criação artística desta civilização obriga à distinção entre a arte monumental ou colossal e a arte menor ou arte mobiliária.
A cultura olmeca, que existiu entre 1200 e 500 a.C., foi a primeira das grandes civilizações mesoamericanas, e entre estas a primeira a desenvolver um sistema de escrita e um calendário. Mas foi sem qualquer dúvida a sua arte excepcional, tanto pela sua riqueza iconográfica como pelas suas qualidades técnicas, que tornou-se uma referência e uma herança para todas as culturas mesoamericanas posteriores. Deste modo a escrita maia vai apropriar-se do primeiro sistema glífico elaborado pelos artistas olmecas. Os toltecas, zapotecas, astecas e todas as outras civilizações da Mesoamérica acabarão também elas por usar a cultura olmeca como referência em muitos outros domínios, sejam eles artísticos, técnicos, religiosos ou intelectuais.
A arte olmeca permaneceu desconhecida até 1862, ano da descoberta fortuita da primeira cabeça colossal em Hueyapan (Veracruz) efectuada por José María Melgar y Serrano. Será necessário esperar até 1925 para que sejam descobertos outros megálitos olmecas. Os especialistas Frans Blom, arqueólogo, e Oliver La Farge, etnógrafo, exploram a costa do golfo do México e o sudeste do México. As suas primeiras descobertas de obras olmecas são incorretamente confundidas com obras maias. O arqueólogo Hermann Beyer, nos anos trinta, dá o nome "olmeca" a esta nova civilização. A cultura e arte olmecas são então definidas e o termo é oficializado em 1942 pelos olmecólogos para designar a civilização-mãe da Mesoamérica, cujos centros mais importantes conhecidos são La Venta, San lorenzo Tenochtitlán, Laguna de los Cerros, Tres Zapotes e Cerro de las Mesas, nos atuais estados mexicanos de Tabasco e Veracruz, e ainda Tlacozotitlan e Abaj Takalik situados em Guerrero e na Guatemala, respectivamente. Em seguida, Alfonso Caso e Miguel Covarrubias, definem os traços culturais da Mesoamérica e o arqueólogo estadunidense Matthew Stirling coloca em evidência os sítios chave da costa do golfo que serão objeto de escavações que revelam importantes descobertas artísticas olmecas.
As primeiras escavações arqueológicas em sítios olmecas revelaram práticas rituais em ossos humanos. Foram constatadas mutilações dentárias e deformações cranianas. Estas práticas, ainda que chocantes nos tempos de hoje, tinham um grande simbolismo e podem ser observadas em certas esculturas, sobretudo em jade, representaçõea artísticas dos seus usos e costumes. No que toca à escrita e apesar das controvérsias que tal tema levanta entre os especialistas, pode afirmar-se atualmente, após a descoberta do bloco de Cascajal, que existia um sistema de escrita entre os olmecas desde 1200 a.C.. O bloco de Cascajal revela toda a sua importância, tratando-se do mais antiga escrita descoberta na América. A aparição de uma escrita olmeca (ideogramas e pictogramas) evoca consequentemente uma linguagem mais do que uma simples ornamentação.Trata-se certamente duma "linguagem de sinais" relevada sobretudo do domínio religioso e do campo sociopolítico. A ideia de uma escrita baseada apenas na forma dos ideogramas deverá portanto ser excluída.
A arte olmeca é portadora de todos esses sinais que podem ser encontrados em primeiro lugar nos objetos em terracota e mais tarde em outros suportes, tais como a pedra. De acordo com a escola francesa promovida por Christine Niederberger e retomada nomeadamente por Caterina Magni, a cultura olmeca é um conjunto multiétnico e plurilinguístico, concretamente, a sua presença é atestada em níveis de ocupação antigos na costa do golfo do México, no vale do México e ao longo da costa pacífica dos estados de Guerrero, Oaxaca e Chiapas, mas sobretudo para além das fronteiras mexicanas, até ao sul da Costa Rica. Outros especialistas, como Michael D. Coe e Gareth Lowe, ligam os olmecas às famílias linguísticas maia e mixe-zoque respectivamente; Gareth Lowe faz referência à língua popoluca, do grupo macromaia mixe-zoque, falada pelos habitantes da costa do golfo.

Sangrias e Sacrifícios
Existem fortes evidências da prática de sangrias ou auto-sacrifícios entre os olmecas. Têm sido encontrados numerosos espigões de raia e espinhos de agave, naturais e feitos de cerâmica, no registo arqueológico da área nuclear olmeca.
O argumento segundo o qual os olmecas instituíram os sacrifícios humanos é bastante mais especulativo. Não foram, até ao momento, encontrados objetos sacrificiais olmecas ou com influência olmeca e tão pouco se conhecem obras de arte olmecas que mostrem de forma inequívoca vítimas sacrificiais (semelhantes, por exemplo, aos danzantes de Monte Albán ou a cenas de sacrifícios humanos como as que podem ser vistas no famoso mural do campo de jogo de bola de El Tajín).
Contudo, no sítio de El Manatí, foram descobertos, juntamente com outras oferendas crânios, fémures e esqueletos completos de recém-nascidos e fetos, o que deu azo à especulação sobre sacrifícios de crianças. No entanto, não é ainda conhecida a forma como estas crianças terão sido mortas. Alguns autores também associam o sacrifício de crianças com obras de arte ritual olmeca onde se vêem bebés de jaguar-homem coxeando, como no Altar 5 de La Venta (à direita) ou na figura de Las Limas. Serão necessárias novas descobertas até que se obtenham respostas definitivas.

Cabeça Colossal Olmeca
As Cabeças colossais referem-se a enormes representações de cabeças humanas esculpidas em monumentais pedras de basalto. Estas esculturas, datadas por volta de 900 a.C., são uma distinta característica da antiga civilização olmeca, a cultura pré-colombiana da Mesoamérica que se desenvolveu nas regiões tropicais do centro e sul do atual México. As primeiras investigações arqueológicas sobre a cultura olmeca que determinaram a descobertas destas mesmas representações, foram comandadas pelo arqueólogo Matthew Stirling na região de Tres Zapotes em 1938, que no século XIX havia encontrado uma das 17 cabeças colossais documentadas até a atualidade. Todo o conjunto desta esculturas teve a sua origem nos estados de Veracruz, Tabasco e na costa do Golfo do México. Grande maioria das cabeças colossais foram talhadas a partir de imensos blocos individuais de rocha basáltica, com exceção das chamadas San Lorenzo Tenochtitlán que foram esculpidas em enormes troncos de madeira maciça. Estas eram arrastadas ou transportadas por rio até o seu local de destino. Existe um monumento complementar, em Takalik Abaj, Guatemala, que é um trono provavelmente esculpido a partir de uma cabeça colossal. Esta é a única cópia conhecida fora do antigo reino Olmeca.
Extraídas de montanhas localizadas a mais de 100 quilômetros do seu local de adoração, na Sierra de los Tuxtlas em Veracruz, eram transportadas com o esforço de quase de 2 mil homens, possibilidade essa ainda por confirmar. A maioria destes monumentos datam do pré clássico (entre 1500 e 1.000 a.C) e alguns do pré-clássico médio (entre 1000 e 400 a.C.). O seu peso varia de 6 a 40 toneladas, sendo que a menor tem 1,47 metros de altura e a maior com 3,40 metros conhecida como La Cobata. Segundo Fernando Bustamante Rábago, diretor do Museu Regional Tuxteco, México, as pedras vulcânicas eram recolhidas e esculpidas nas terras altas na região de San Andrés, de onde eram levadas para as margens dos rios, para então, por balsa rumarem a seus destinos. Especialistas afirmam que esta monumentais obras escultóricas representem retratos de soberanos olmecas e os elmos que ostentam seriam símbolos de distinção hierárquica. Outra teoria recorre ao conceito de que se tratam de representações de deuses ou entidades supraterrenais em que a sua aparência corresponde à própria imagem desses seres.
Algumas cabeças de La Venta e San Lorenzo estavam alinhadas entre si e com os pontos cardeais, sugerindo uma orientação astronômica. Algo que não é inusual entre os povos pré-colombianos, que realizavam monumentos e edifícios integrados às funções rituais e astronômicas.
As feições das cabeças (nomeadamente as faces planas e os lábios grossos) têm sido causa de debate devido à sua aparente semelhança com características faciais africanas. Baseando-se nesta comparação, alguns têm insistido que os olmecas eram africanos que migraram para o Novo Mundo. Porém, os principais estudiosos da Mesoamérica atualmente rejeitam esta hipótese, e oferecem outras explicações possíveis para as características das faces das cabeças colossais. Outros fazem notar que, além do nariz achatado e dos lábios grossos, as cabeças exibem dobras epicânticas tipicamente asiáticas e que todos estes traços faciais podem ainda hoje ser encontrados nos indígenas mesoamericanos atuais.

Principais Cidades

La Venta
 La Venta era um centro cívico e cerimonial. Apesar de poderem ter existido residências reais ainda por descobrir, as habitações para a élite não real e para os comuns estavam situadas em sítios em redor como San Andrés.
Em lugar de casas de habitação, La Venta é dominada pela área sacro-real (Complexo A), a Grande Pirâmide e a grande praça a sul destas duas estruturas.
Como centro cerimonial, La Venta contém uma série de elaborados túmulos e oferendas enterradas, bem como esculturas monumentais. Estes monumentos de pedra, estelas e "altares", foram cuidadosamente distribuídos por entre os montículos e plataformas. Os montículos e as plataformas foram construídos sobretudo com areias e argilas locais. Pensa-se que em muitas destas plataformas existiriam estruturas de madeira que há muito terão desaparecido.

San Lorenzo
San Lorenzo (também chamada San Lorenzo Tenochtitlán) é uma zona arqueológica da civilização olmeca situada no estado mexicano de Veracruz. Juntamente com La Venta é um dos dois sítios mais importantes daquela civilização mesoamericana, tendo tido o seu auge entre 1 200 a.C. e 900 a.C. A zona arqueológica de San Lorenzo inclui três sítios arqueológicos: San Lorenzo, Tenochtitlan e Potrero Nuevo e é especialmente conhecida pelas várias cabeças de pedra gigantes que aí foram encontradas. É difícil imaginar o aspecto de San Lorenzo durante o seu apogeu em 900 a.C. O sítio ocupa cerca de 500 ha. O planalto foi objeto de importantes obras de terraplanagem, nomeadamente o enchimento de zonas mais baixas. Existem vários lagos artificiais, que são objeto de discussão entre os arqueólogos. Pelo menos dez cabeças gigantes e vários tronos formavam alinhamentos rituais. Atualmente pensa-se que as cabeças gigantes são representações de soberanos. Muitos destes monumentos estavam concentrados na parte oeste do planalto, onde se encontra também uma residência real chamada Palácio Vermelho e um ateliê de escultura. Há algum tempo, pensava-se que as esculturas de San Lorenzo pudessem ter sido mutiladas após uma revolta que tivesse posto fim à dinastia reinante. A crença atual é a de que os olmecas re-esculpiam os monumentos antigos.
O sítio exibe igualmente um sistema de canais de drenagem subterrâneos construídos com pedras cuidadosamente colocadas e ajustadas em forma de U, com um declive de 2%.
A fase Nacaste que se seguiu ao apogeu de San Lorenzo não produziu qualquer monumento. No entanto, distingue-se por um tipo diferente de cerâmica. A fase Palangana é contemporânea de La Venta. É marcada pela construção de uma série de túmulos, ignorando-se se San lorenzo dependia de La Venta nessa altura.

Laguna de Los Cerros
Laguna de los Cerros é um sítio arqueológico, ainda pouco escavado, da civilização olmeca datado do período clássico mesoamericano e situado no sopé do lado sul dos Montes Tuxtlas. Juntamente com Tres Zapotes, San Lorenzo Tenochtitlán e La Venta, Laguna de los Cerros é considerado um dos quatro principais centros olmecas.
Laguna de los Cerros foi assim batizado devido aos mais de 100 montículos que marcam a paisagem. O padrão arquitetônico básico consiste de montículos compridos e paralelos flanqueando grandes praças rectangulares. Montículos de forma cónica marcam as extremidades das praças. Montículos maiores, antes plataformas residenciais elevadas, estão associados com os montículos paralelos menores. A maioria dos montículos datam do período clássico, aproximadamente Devido à sua localização numa passagem entre os vales fluviais a sul e o noroeste, e à sua proximidade a fontes de basalto nas montanhas vulcânicas dos Tuxtlas a norte, Laguna de los Cerros foi ocupado ao longo de um período anormalmente longo - talvez tanto como dois mil anos, desde os tempos olmecas até ao período clássico.
O povoamento de Laguna de los Cerros parece ter ocorrido entre 1400 e 1200 a.C. e por volta de 1200 a.C. havia-se tornado um centro regional, cobrindo cerca de 150 ha. Por volta de 1000 a.C. havia quase duplicado o seu tamanho com 47 sítios mais pequenos num raio de 5 km. Um destes sítios satélites era Llano del Jícaro, que era sobretudo uma oficina de arquitetura monumental devido à sua proximidade aos fluxos basálticos. Os monumentos talhados em basalto de Llano del Jícaro podem ser encontrados não só em Laguna de los Cerros, mas também em San Lorenzo Tenochtitlán, cerca de 60 km para sudeste. Pensa-se que provavelmente Llano del Jícaro era controlado por San Lorenzo Tenochtitlán, direta ou indiretamente ou através do controlo de Laguna de los Cerros.e 250 a 900 d.C. O povoamento de Laguna de los Cerros parece ter ocorrido entre 1400 e 1200 a.C. e por volta de 1200 a.C. havia-se tornado um centro regional, cobrindo cerca de 150 ha. Por volta de 1000 a.C. havia quase duplicado o seu tamanho com 47 sítios mais pequenos num raio de 5 km. Um destes sítios satélites era Llano del Jícaro, que era sobretudo uma oficina de arquitetura monumental devido à sua proximidade aos fluxos basálticos. Os monumentos talhados em basalto de Llano del Jícaro podem ser encontrados não só em Laguna de los Cerros, mas também em San Lorenzo Tenochtitlán, cerca de 60 km para sudeste. Pensa-se que provavelmente Llano del Jícaro era controlado por San Lorenzo Tenochtitlán, direta ou indiretamente ou através do controlo de Laguna de los Cerros.

Tres Zapotes
Tres Zapotes é um sítio arqueológico mesoamericano situado nas terras baixas do centro sul da costa do golfo do México, na planície fluvial do rio Papaloapan. Tres Zapotes é por vezes considerado o terceiro sítio olmeca em termos de importância (depois de San Lorenzo e La Venta), apesar da fase olmeca de Tres Zapotes constituir apenas uma fração da história deste sítio. A ocupação mais antiga ocorreu aproximadamente ao mesmo tempo que a de La Venta, mas existiu ainda uma ocupação pós-olmeca. O sítio situa-se na aldeia de Tres Zapotes, perto de Santiago Tuxtla, Veracruz, na orla ocidental da Sierra de los Tuxtlas.

Religião e Mitologia
As atividades religiosas olmecas eram levadas a cabo por uma combinação de governantes, sacerdotes a tempo inteiro, e xamãs. Os governantes eram provavelmente as mais importantes figuras religiosas, e as suas ligações às divindades e seres sobrenaturais olmecas dariam legitimidade ao seu poder. Existem também evidências consideráveis da existência de xamãs nos registos arqueológicos olmecas, particularmente as chamadas figuras de transformação.
Não existem na mitologia olmeca quaisquer documentos comparáveis ao Popol Vuh da mitologia maia, e portanto qualquer exposição sobre a mitologia olmeca assentará sempre sobre interpretações de arte monumental e portátil que chegou até aos nossos dias (como a figuras de Las Limas, à direita), bem como em comparações com outras mitologias mesoamericanas. A arte olmeca mostra que divindades como a Serpente Emplumada e o Espírito da Chuva já existiam no panteão mesoamericano dos tempos olmecas.

Figuras Mitológicas

Serpente Emplumada
A figura mitológica da Serpente Emplumada representada por toda a América do Norte e Mesoamérica remonta provavelmente aos tempos olmecas. Nas tradições posteriores a serpente com plumas de quetzal era conhecida como a inventora dos livros e do calendário, a dadora do milho à humanidade e, às vezes, como símbolo de morte e ressurreição, muitas vezes associada a Vénus. Os maias conheciam-na como Kukulkán e os quichés como Gukumatz. Os toltecas representavam a serpente emplumada como Quetzalcoatl, rival de Tezcatlipoca. A arte e iconografia demonstram claramente a importância da deidade da Serpente Emplumada no período clássico e na arte olmeca.

O Homem das Colheitas
O Homem das Colheitas é uma figura de fertilidade na mitologia mesoamericana. Entre os olmecas, os deuses eram muitas vezes representados com a testa "rachada", talvez identificando esta característica como divina. Um machado ritual esculpido encontrado em Veracruz mostra uma representação do deus II, ou deus do Milho, com milho crescendo da rachadura na sua cabeça e mostrando-o igualmente com a boca aberta típica do jaguar (Coe 1972:3).
O Homem das Colheitas era um homem ou rapaz humano que escolheu dar a sua vida para que o seu povo pudesse cultivar comida. O heróico Homem das Colheitas é por vezes ensinado ou assistido por uma figura divina do outro mundo. Os mitos do povo popoluca de Veracruz fazem dele um herói tribal, por vezes chamado Homshuk, cuja morte dá comida a toda a humanidade". Nas versões asteca, tepecana e tarasca, ele é enterrado e milho e tabaco crescem da sua sepultura. Um mito dos quichés cristianizados conta que, durante e após a sua crucificação, milho e outras colheitas jorraram do corpo de Jesus.

Espírito da Chuva
A imagem olmeca do espírito da chuva aparece frequentemente na mitologia de culturas sucessoras. Invariavelmente, o espírito da chuva é masculino, embora possa ter uma esposa que partilha da sua autoridade sobre as águas. Muitas vezes é percebido como uma criança ou jovem homem, às vezes como anão. Pode também ser representado como um poderoso deus da chuva, com muitos ajudantes.
Nas tradições asteca e maia, o senhor da chuva é um espírito mestre, com vários ajudantes. O seu nome na língua dos astecas é Tlaloc, e os seus ajudantes são os tlaloque. Os maias do Iucatã reconhecem Chaac e os chacs. Na região da Guatemala, estes espíritos são muitas vezes associados com deuses do trovão e relâmpago bem como com a chuva. Em algumas tradições, como a dos pipiles de El Salvador, a figura do mestre encontra-se ausente, e o mito foca-se sobre as "crianças da chuva", ou "rapazes da chuva". Os nauas modernos consideram estes numerosos espíritos anões, ou "gente pequena". No estado de Chiapas, o povo zoque diz que os espíritos da chuva são muito velhos mas parecem-se com rapazes.

Jaguar
Os olmecas talhavam figuras humanas muito distintas em pedra, algumas de tamanho monumental. Itens menores eram talhados em jade fino e jadeíte, incluindo muitas figuras humanas com fortes traços de jaguar. Como o jaguar era um predador indígena da região, as figuras de jaguares podem ser uma representação visual do mito olmeca sobre a interação do jaguar ou dum espírito de jaguar com os seres humanos. Apesar do grande número do que se pensa serem imagens de jaguares ou de jaguares-homens, não se sabe se a cultura olmeca considerava realmente o jaguar ou o jaguar-homem como um deus ou deidade (como os egípcios consideravam Anúbis, por exemplo).
A imagem do jaguar encontra-se em muitas inscrições maias e a palavra b'alam, "jaguar", é um elemento nos nomes de heróis míticos e de alguns governantes maias.

Construção dos Monumentos
Os Olmecas construíram um grande centro cerimonial em (1250 a.C): San Lorenzo. Seus artífices levantaram uma grande plataforma com 45 metros de altura, alinhando praças retangulares de norte a sul.A arte olmeca também é surpreendente. Sabiam esculpir em jade pequenas imagens ao mesmo tempo em que faziam grandes cabeças de pedra, cujo peso foi calculado em 20 toneladas. A principal cidade (de que temos conhecimento) construída pelos Olmecas, foi San Lorenzo. Nela estão as cabeças colossais que devem representar seus líderes entre 1200 e 900 a.C.. A cidade disseminou sua influência tanto ao Norte como ao Sul, por meios pacíficos e belicosos. A construção dos seus monumentos demonstra que foi necessário um grande esforço para se obter o efeito monumental que desejavam. Como não conheciam a roda nem utilizavam animais para a tração, essa energia sobre-humana foi gasta por aqueles homens que viviam nas proximidades dos centros cerimoniais e que, de alguma forma, eram obrigados a desempenhar tal esforço. Como se vivessem num eterno desafio novas cabeças foram erguidas em La Venta, de proporções ainda maiores. As construções, dadas as suas dimensões, são admiráveis para a época. Surpreende-nos também os conhecimentos astronômicos e as habilidades nos cálculos.

Etnicidade e Língua
Enquanto a verdadeira etnicidade dos olmecas permanece desconhecida, várias hipóteses têm sido avançadas. Em 1976, Lyle Campbell e Terrence Kaufman publicaram um artigo em que sugeriam existir um número importante de palavras de empréstimo que ter-se-ão aparentemente disseminado a partir de uma língua mixe-zoque para outras línguas mesoamericanas. Campbell e Kaufman propõem também que estes empréstimos linguísticos podem ser vistos como um indicador de que os olmecas, a primeira "sociedade altamente civilizada" da Mesoamérica, falavam uma língua que é um ancestral das línguas mixe-zoque, e de que terão disseminado um vocabulário específico da sua cultura entre os outros povos da Mesoamérica.
Uma vez que as línguas mixe-zoque ainda são, e historicamente sabe-se que foram, faladas numa área correspondendo aproximadamente à área nuclear olmeca, e dado que a cultura olmeca é atual e geralmente vista como a primeira "alta cultura" da Mesoamérica, tem sido geralmente admitida como provável a ideia de os olmecas terem falado uma língua mixe-zoque.

Declínio
Não se sabe com clareza o que provocou a eventual extinção da cultura olmeca. Sabe-se que entre 400 e 350 a.C., a população da porção oriental da Área Nuclear Olmeca decresceu fortemente, e esta área manter-se-ia pouco habitada até ao século XIX. Esta perda de população parece ter sido originada por factores ambientais: talvez resultado de mudanças nos cursos de rios importantes, ou do seu assoreamento devido às práticas de cultivo.
Qualquer que tenha sido a causa, poucos séculos após o abandono das últimas cidades olmecas, haviam-se estabelecido firmente culturas sucessoras. O sítio de Tres Zapotes, na orla ocidental da Área Nuclear, continuaria a ser ocupado bem para além de 400 a.C., mas sem os traços típicos da cultura olmeca. Esta cultura pós-olmeca, frequentemente designada epiolmeca, tem características semelhantes às encontradas em Izapa.


Fontes: